11 abril 2010

alone .

2 comentários

“Já que não tenho ninguém, faço-me eu mesma companhia. Quer coisa melhor? Se quero amigos, ouço os livros. Tem melhor conselheiro? Se quero falar, tomo como ouvinte a pena e o tinteiro (a máquina de datilografar também vale). Traço mudas confissões na folha de papel. Pergaminhos do tempo. Se me falta o ouvir, ouço música; se me falta o beijar, aperto os lábios no cristal da taça do sumo escarlate das filhas das videiras; se me falta o tocar, toco-me eu mesma; se me falta acariciar outrem, afago meu gato, tem pelo macio. E assim aprende-se a viver sozinha.”
Kizzy Ysatis

05 abril 2010

under the starry sky .

0 comentários



deitada sob a luz das estrelas, pensei ouvir um murmúrio. "estaria louca?" pensei. não, não poderia ser loucura, ouvia novamente, incessantemente. esforcei-me para escutar o que a voz tentava me dizer e escutava bem lá longe "seu fim está próximo, procure por aquilo que há de mais importante na vida". o pensamento de que estaria mesmo louca não abandonava a minha mente, isso tudo não poderia passar de uma simples confusão dentro de mim... mas como? como eu conseguiria fingir ouvir ou imaginar o que acabara de acontecer? estava em perfeito juízo desde então. e não era só, dizia-me que era verdade, que eu deveria confiar naquilo que escutava. a estrela falava comigo...
desde aquele dia, não sabia mais o que pensar, mas toda vez a lembrança da noite me vinha à cabeça. se eu não fizesse algo, iria realmente definhar aos poucos. exames, consultas, nada jamais acusara algo de estranho com minha saúde, mas de que custava fazer tudo de novo? estava embarcando no medo que plantara dentro de mim, medo aquele que não queria carregar, mas que só fazia crescer. tempo depois, descobri que realmente estava muito doente e que tinha mesmo pouquíssimo tempo de vida. o que são três meses comparados à todas as minhas vontades? coisas que pensava em realizar mas quer não haveria mais tempo para mim. "conforme-se", tentava consolar a mim mesma.
as palavras da estrela vieram à tona naquele momento, eu iria mesmo fazer aquilo que era importante para mim. eu iria rever a minha família, nunca mais tinha feito, minha vida no trabalho impedia que sobrasse tempo para fazer uma viagem até à casa deles. foi um ótimo momento, não me lembrava o quanto me sentia bem ao lado deles. nada poderia substuir. comecei a viajar, passear por lugares que não havia estado antes, descobrindo culturas, pessoas e belezas naturais, sobretudo. comprei tudo que tinha vontade de ter, mas que não abria mão do dinheiro que vinha guardando. frequentei aos restaurantes luxuosos, provando os paladares mais exóticos, que jamais teria coragem antes.
e o tempo, o tempo apenas ia passando. tinha tão pouca importância antes e agora corria com uma velocidade incrível. minha vida estava ficando para trás, eu deixaria de existir em breve...
no final, voltei ao mesmo campo onde estivera, queria ter lembranças boas quando partisse, e aquele lugar passou a ser um dos mais importantes para mim. podia dizer que estava satisfeita, que tinha conquistado o que pretendia.
"não, você não entendeu meu conselho plenamente, o que acha que é mais importante na vida? seu tempo, dinheiro, roupas, viagens? não, nada disso tem significado diante do amor. isto sim é algo que você não sabe, nunca esteve dentro de você. era disso que eu falava, mas vocês humanos dão prioridade aos supérfluos". minha vida havia se tornado um flashback. eu realmente não sabia o significado do amor, havia pulado esta aula. eu não estava mais safisfeita, arrependimento seria a palavra que se encaixava perfeitamente em mim. não restava mais nada, sentia que aquele tempo havia se esgotado. a areia de minha ampulheta não caía mais...

04 abril 2010

happiness

1 comentários

e se eu dissesse que posso te fazer feliz... você acreditaria? você aceitaria?

06 março 2010

encontro marcado .

1 comentários
"- ah, algo mais?
- é, delíre de felicidade ou então prepare-se para isso.
- okay. delirar de felicidade, eu... eu farei o impossível.
- eu sei que vou parecer piegas, mas amor é paixão, obcessão, é precisar de alguém. eu quero que caia de quatro, que encontre alguém que você ama loucamente, e que te ame da mesma maneira. como vai encontrá-lo? esqueça a razão e siga o coração... eu não ouço o seu coração. porque é verdade querida, que não vale a pena viver sem isso. fazer a jornada sem se apaixonar loucamente, bem, isso não é viver a vida. você tem que tentar, porque se não tentar, você não viveu.
- bravo!
- ah, durona...
- sinto muito. okay, diga de novo, mas a versão curta dessa vez.
- okay, aguarde, quem sabe, o céu pode se abrir.
- é..."

diálogo do filme "Encontro Marcado" - perfeito, na minha opinião.

03 março 2010

0 comentários
muito, muito tempo sem passar por aqui...
comecei no pré-vestibular ontem à noite, nada demais. como em todos os lugares, ninguém aparentemente interessante, alguns conhecidos e nada mais de bom. normal. mas ainda sim é "legal" voltar a estudar: estava muito tempo parada, sem fazer nada, pelo menos nesse tempo eu ocupo a minha mente com coisas que realmente me importam/importarão.
esperando confirmação de um curso no qual eu me inscrevi, mas ainda não estou levando "fé" nisso (quando a esmola é demais, o santo desconfia...)

tirando tudo isso, eu nunca estive tão insegura e com tanto medo do futuro como estou agora, é como se toda a minha vida estivesse escorrendo lentamente por entre meus dedos e eu só pudesse observar, sem fazer nada para mudar. é triste saber que tudo pode ser mudado por uma única consequência, que todos os planos que eu vinha fazendo estão indo abaixo, descontroladamente. isso me angustia profundamente...
dúvidas, minha vida hoje se resume a apenas isso.

não consigo nem gerar uma lógica para as minhas ideias serem escritas aqui. complicado.

04 fevereiro 2010

0 comentários
sabe, a vida é meio confusa. um dia tudo está maravilhosamente bem, no outro, já não entendemos mais nada. mais ou menos assim que a minha está (infelizmente, odeio complicações).
por mais que eu tente, tá ficando difícil achar uma saída para isso sem ter que magoar ninguém, o que desde o começo não era a minha intenção, mas também não está nada fácil acabar de vez com isso. eu nunca pensei que iria ser tão mal interpretada, já que fiz de tudo para que minhas palavras não magoassem e nem iludissem. mas parece que tudo aconteceu ao contrário do que eu pensava: minhas palavras não serviram de nada, a não ser para piorar mais ainda a situação.
nossa, tô ficando com a cabeça cheia já...

29 janeiro 2010

0 comentários
é vendo a felicidade e a infelicidade alheia que eu começo a pensar: ainda existe gente por aí que sofre e vive por amor. apesar de não acreditar muito nessa palavra ultimamente e nem que tenham sobrevivo pessoas que possam amar plenamente, eu vejo que nem tudo, por incrível que pareça, está perdido. ainda existem pessoas que choram, que ficam desorientadas, não comem nem fazem nada direito quando sua vida amorosa não anda lá nas alturas. aliás, é só com um pequeno abalo que elas já ficam assim, provavelmente têm medo de perder aquilo que tanto gostam e as fazem bem. têm medo de que por algum deslize (mesmo que não seja deles) nada mais seja igual e que nunca mais encontrem alguém exatamente como o outro  foi. melhor então, nem se fala.

complexos esses corações. só a ideia de viver em função de alguém já me assusta... por tudo que já vivi, nunca senti isso. sou realmente desgarrada, não tenho dúvidas quanto a isso: pouquíssimas pessoas me fazem falta de verdade, e se não estiverem presentes por muito tempo, mesmo fazendo falta, de certo que eu vou esquecer. já me entristeci, já chorei, já fiquei muitos e muitos dias na "fossa" sem ter apetite e vontade de sair de casa. normal, pois apesar do que já sofri, vi que depois tudo passa e eu acabo esquecendo, não por completo, mas o suficiente para que eu não sinta mais falta e nem queira voltar àquelas épocas.

nessas idas e vindas pelos fatos da vida, não sei se haveria algo que eu me arrependesse ao ponto de querer esquecer completamente ou que se pudesse, voltaria e não cometeria o mesmo erro. é como a maioria diz: "é errando que se aprende", pois bem, eu aprendi. mesmo que não o suficiente e que algumas coisas até hoje eu não tenha conseguido enxergar, mas muitas outras eu entendi a lição. e é por isso que eu acho que nunca mais vou encontrar alguém como encontrei (e talvez realmente tenha perdido por um mísero pedido de desculpas que não sai) outrora e por isso também que venho estado tão desiludida e desacreditada por esse tal de amor (sim, eu sou pessimista, já deu para perceber isso há muito tempo, não?!).

agora é viver para ver se eu estou realmente enganada (o que de fato eu espero) ou se eu tive a puta infelicidade de ser/pensar/ficar assim para sempre... (mesmo que amores estúpidos de novelas, finais felizes de filmes e supremas alegrias ainda me façam chorar e mais constantemente, contraditório não?! e ninguém leu isso que está entres estes parêntesis).