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23 agosto 2010

the one who lives a lie .

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me atrapalho com as palavras, ajo sem antes pensar. acabo fazendo com que tudo dê errado, mas não me preocupo: no final, sempre acabo forjando uma história na minha mente em que faça com que tudo tenha uma lógica, um plano arquitetado diabólicamente. não há falhas, apenas algumas pontas soltas se me indagarem do jeitinho correto sobre a verdade; para que me preocupar se existem tão poucas pessoas que fariam as perguntas certas, que me deixariam sem palavras para explicar o inexplicável... mas quem escutasse e não soubesse o que falar, ficaria pasmo com aquilo (ou parte daquilo) que posso inventar.
é simples: acredite que tudo que você faz está certo. releve uma mentira ou outra e adicione muitas mais. coloque um pouco de intriga: nenhum espetáculo seria bom o suficiente sem isso, não é? seja a vítima, faça com que as pessoas tenham pena de você, quando é você que está agindo com falsidade, querendo sempre manipular tudo que está a volta. esqueça os sentimentos, para que queremos isso? amor, ternura, amizade, carinho... essas coisas só deixam o coração mole e fazem abandonar o objetivo.
não meu bem, nada pode sair como a gente quer. é só saber usar aquilo que temos e aí sim, definimos quem somos, enganando a todos que um dia pessaram que fôssemos bons, mas a verdade está diante dos seus olhos.

agora sim você pode dizer que realmente sabe quem sou...

04 agosto 2010

goodbye my lover .

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estava tudo indo tão bem, estávamos tão felizes, mas tudo que começa, acaba. e isto estava tendo um fim muito rápido. eu o levei até o terminal: estava andando, mas parecia que o chão abaixo de mim já não existia, assim como o ar que eu respirava. ainda não acreditava no que acontecia. me preparava para dar mais um doloroso adeus e esse já era esperado, mas não imaginava que fosse doer tanto assim. o beijei pela última vez, disse que o amava - por dentro de mim disse "para sempre". ele teve de me dar as costas para embarcar, eu tive de dar as costas para que não pudesse me ver chorar. na mesma hora que eu o vi partindo para longe de mim, uma lágrima caiu. a lágrima pesou: era a tristeza, a negação do que acontecia, a nostalgia, a saudade...
a cidade parecia distante. tantas pessoas na correria do dia-a-dia, saindo do trabalho para almoçar, indo encontrar familiares, cumprindo compromissos e ninguém poderia saber realmente porque eu chorava. será que se eu colocasse uma placa diante de mim dizendo que estava daquele jeito porque perdia quem mais amava? será que parariam ao menos de olhar para mim? é talvez sim, mas a verdade é que ninguém entenderia como eu me sentia, como aquela cena que aconteceu apenas há uns segundos atrás me dilacerava por dentro. tudo que eu fazia era enxugar as lágrimas que teimavam em cair; e lembrar que ao meu lado ele não estava mais.
o caminho de casa parecia mais distante e ao mesmo tempo mais perto, a noção de tempo se perdia. eu não queria de fato de que chegar e encarar a cama vazia que acabamos de abandonar ainda sem arrumar. eu não queria ter de lembrar dos momentos que passamos ali, juntos. eu não estava mais imaginando o que não queria, eu já encarava de olhos abertos tudo isso...

01 agosto 2010

take a drink with me .

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já é fim de noite e eu continuo em casa, sozinha. ninguém para estar comigo, ninguém com quem eu possa contar. as pessoas simplesmente fogem de mim ou eu que as espanto com todo meu cinismo e egocentrismo?
olho em volta e não consigo prender minha atenção a nada mais do que à garrafa a minha frente. é como se ela me chamasse, com a vaga promessa de me fazer esquecer dos problemas. não resisto, sabendo que ela não é uma amiga, mas a mais vil das inimigas. digo para mim mesma que é apenas um gole, que não poderia ser tão ruim assim.
pego um cálice, sirvo-me de uma pequena quantidade. apesar da rápida sensação de torpor, consigo sentir todo amargor passando por minha garganta, proporcionado não somente pelo próprio sabor da bebida, mas também de minha vida.
começo a me lembrar de todas as decisões erradas que já tomei, do que poderia ter sido se não tivesse cometido tantos erros comigo e com outras pessoas até, do sofrimento que podia tê-las poupado por ser tão egoísta. vejo-me enchendo mais um cálice e tomando-o com tanta rapidez que chego a me impressionar.
lembro-me dos amores perdidos, das juras mal feitas e dos sentimentos mascarados: eu os fingia tão bem que às vezes conseguia me enganar com aquilo que falsamente sentia. outro cálice despejado na minha boca. eu enganei  inescrupulosamente aqueles que queria a minha volta, visando apenas o meu bem, os meus desejos, as minhas vontades. por mim, não importava se eles estavam sofrendo pelos atos que eu cometia: estavam comigo e era isso que me bastava.
a bebida se esvaia com rapidez, que eu não conseguia controlar. cada cálice me fazia lembrar de momentos da minha vida, aqueles que eu me forçava a enganar que tenham existido e que agora eram meus únicos companheiros. é fato que coisas limpas não se misturam com as sujas, então aquilo era o que me restava, nada mais e havia de me conformar.
a essa altura, não tinha mais motivos para beber e nem sabia onde iria chegar com isso. simplesmente ia colocando mais e mais bebida para dentro do cálice, uma vez que se esvaziava. nem ao mesmo conseguia mais distinguir o gosto daquilo que bebia; poderia ser o que for que não ultrapassaria a ardência que meu passado vindo a tona me causava.
já estava caída no chão, uma das mãos segurava o que restava na bebida, pouquíssima coisa por sinal. o braço agarrava-se com firmeza à garrafa, que já estava vazia. não era só ela que estava vazia por dentro, mas eu também. o último sinal de humanidade que ainda restava em mim estava indo embora com o último gole.

17 junho 2010

igualdade entre os homens? ...

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... nem tanto!

05 junho 2010

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não há saída, eu não me encaixo nos braços de ninguém. por mais que eu tente, por mais que eu mude, nada realmente adianta. cansada desse jogo, eu me retiro. aliás, que falta eu faria na vida dele? nenhuma por sinal...

você tem alguém que ama? alguém que quer estar junto, que sente constantemente falta, mas que por algum orgulho ou vergonha não consegue admitir? não deixe que o arrependimento depois cause tudo o que está me causando. antes que seja tarde demais, declare-se.

05 abril 2010

under the starry sky .

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deitada sob a luz das estrelas, pensei ouvir um murmúrio. "estaria louca?" pensei. não, não poderia ser loucura, ouvia novamente, incessantemente. esforcei-me para escutar o que a voz tentava me dizer e escutava bem lá longe "seu fim está próximo, procure por aquilo que há de mais importante na vida". o pensamento de que estaria mesmo louca não abandonava a minha mente, isso tudo não poderia passar de uma simples confusão dentro de mim... mas como? como eu conseguiria fingir ouvir ou imaginar o que acabara de acontecer? estava em perfeito juízo desde então. e não era só, dizia-me que era verdade, que eu deveria confiar naquilo que escutava. a estrela falava comigo...
desde aquele dia, não sabia mais o que pensar, mas toda vez a lembrança da noite me vinha à cabeça. se eu não fizesse algo, iria realmente definhar aos poucos. exames, consultas, nada jamais acusara algo de estranho com minha saúde, mas de que custava fazer tudo de novo? estava embarcando no medo que plantara dentro de mim, medo aquele que não queria carregar, mas que só fazia crescer. tempo depois, descobri que realmente estava muito doente e que tinha mesmo pouquíssimo tempo de vida. o que são três meses comparados à todas as minhas vontades? coisas que pensava em realizar mas quer não haveria mais tempo para mim. "conforme-se", tentava consolar a mim mesma.
as palavras da estrela vieram à tona naquele momento, eu iria mesmo fazer aquilo que era importante para mim. eu iria rever a minha família, nunca mais tinha feito, minha vida no trabalho impedia que sobrasse tempo para fazer uma viagem até à casa deles. foi um ótimo momento, não me lembrava o quanto me sentia bem ao lado deles. nada poderia substuir. comecei a viajar, passear por lugares que não havia estado antes, descobrindo culturas, pessoas e belezas naturais, sobretudo. comprei tudo que tinha vontade de ter, mas que não abria mão do dinheiro que vinha guardando. frequentei aos restaurantes luxuosos, provando os paladares mais exóticos, que jamais teria coragem antes.
e o tempo, o tempo apenas ia passando. tinha tão pouca importância antes e agora corria com uma velocidade incrível. minha vida estava ficando para trás, eu deixaria de existir em breve...
no final, voltei ao mesmo campo onde estivera, queria ter lembranças boas quando partisse, e aquele lugar passou a ser um dos mais importantes para mim. podia dizer que estava satisfeita, que tinha conquistado o que pretendia.
"não, você não entendeu meu conselho plenamente, o que acha que é mais importante na vida? seu tempo, dinheiro, roupas, viagens? não, nada disso tem significado diante do amor. isto sim é algo que você não sabe, nunca esteve dentro de você. era disso que eu falava, mas vocês humanos dão prioridade aos supérfluos". minha vida havia se tornado um flashback. eu realmente não sabia o significado do amor, havia pulado esta aula. eu não estava mais safisfeita, arrependimento seria a palavra que se encaixava perfeitamente em mim. não restava mais nada, sentia que aquele tempo havia se esgotado. a areia de minha ampulheta não caía mais...

29 janeiro 2010

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é vendo a felicidade e a infelicidade alheia que eu começo a pensar: ainda existe gente por aí que sofre e vive por amor. apesar de não acreditar muito nessa palavra ultimamente e nem que tenham sobrevivo pessoas que possam amar plenamente, eu vejo que nem tudo, por incrível que pareça, está perdido. ainda existem pessoas que choram, que ficam desorientadas, não comem nem fazem nada direito quando sua vida amorosa não anda lá nas alturas. aliás, é só com um pequeno abalo que elas já ficam assim, provavelmente têm medo de perder aquilo que tanto gostam e as fazem bem. têm medo de que por algum deslize (mesmo que não seja deles) nada mais seja igual e que nunca mais encontrem alguém exatamente como o outro  foi. melhor então, nem se fala.

complexos esses corações. só a ideia de viver em função de alguém já me assusta... por tudo que já vivi, nunca senti isso. sou realmente desgarrada, não tenho dúvidas quanto a isso: pouquíssimas pessoas me fazem falta de verdade, e se não estiverem presentes por muito tempo, mesmo fazendo falta, de certo que eu vou esquecer. já me entristeci, já chorei, já fiquei muitos e muitos dias na "fossa" sem ter apetite e vontade de sair de casa. normal, pois apesar do que já sofri, vi que depois tudo passa e eu acabo esquecendo, não por completo, mas o suficiente para que eu não sinta mais falta e nem queira voltar àquelas épocas.

nessas idas e vindas pelos fatos da vida, não sei se haveria algo que eu me arrependesse ao ponto de querer esquecer completamente ou que se pudesse, voltaria e não cometeria o mesmo erro. é como a maioria diz: "é errando que se aprende", pois bem, eu aprendi. mesmo que não o suficiente e que algumas coisas até hoje eu não tenha conseguido enxergar, mas muitas outras eu entendi a lição. e é por isso que eu acho que nunca mais vou encontrar alguém como encontrei (e talvez realmente tenha perdido por um mísero pedido de desculpas que não sai) outrora e por isso também que venho estado tão desiludida e desacreditada por esse tal de amor (sim, eu sou pessimista, já deu para perceber isso há muito tempo, não?!).

agora é viver para ver se eu estou realmente enganada (o que de fato eu espero) ou se eu tive a puta infelicidade de ser/pensar/ficar assim para sempre... (mesmo que amores estúpidos de novelas, finais felizes de filmes e supremas alegrias ainda me façam chorar e mais constantemente, contraditório não?! e ninguém leu isso que está entres estes parêntesis).

11 dezembro 2009

fading away .

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desaparecendo da vida das pessoas, nós não temos mais valor. talvez, eu nunca tive e apenas me enganara sobre o que sempre achei que pensavam de mim. isso é bem mais provável, é tão mais fácil achar que você agrada alguém e que este gosta de você do que isso realmente acontecer. uma pena.
do jeito que as coisas andam, (dessa vez não apenas para mim, mas em relações com diversas pessoas em todo o mundo) um pouco mais de sinceridade iria fazer muito bem sim, obrigada. mas encaixa isso na cabeça deles? ah, é um grande problema... não seria simples se todos apenas falassem o que acham sem ter uma máscara por trás? gosta?! beleza! não gosta?! foda-se o que vão achar da sua opinião, mostre que tem caráter e fale! mas não, a vontade de se sair como o bonzinho e o certinho sempre são maiores que qualquer outra coisa.
estou farta daqueles que pra tudo fingem o que não são.

02 novembro 2009

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' deixa eu te falar, eu procuro outro alguém em todos os cantos, mas meu bem, igual a você não existe. te esquecer é impoossível e não há como fingir que você não existe ou que nunca fez parte da minha vida. como esquecer o sorriso que me conforta, que me faz seguir em frente. mesmo quando não tenho forças para continuar, lembro que você pode um dia estar a me esperar e voltar a me amar assim como eu sempre te amei, e apenas com esse pensamento, consigo vencer qualquer barreira.

você foi aquele que mais me fez perceber que um dia eu já fui feliz. eu estava contigo, isso bastava. eu sei que faria tudo outra vez, até o último detalhe, até a última palavra. nada foi em vão, eu só queria te proteger, te ver livre de um mundo no qual só existe falsidade e hipocrisia. queria te mostra que juntos poderíamos construir a nossa vida, sem ter que precisar de mais ninguém.

mas infelizmente, nada sai exatamente do jeitinho que a gente espera. você procurava por liberdade, o que sinceramente, não faltava, mas você achava que meu plano perfeito iria falhar. não queria se apegar a alguém que poderia te fazer sofrer mesmo quando não quisesse. enxergou algo que eu nunca seria, uma traidora. largou de mão todos os sonhos que tínhamos, como se fossem pouca coisa. era apenas virar as costas que tudo desaparecia. de fato, foi isso que fez e para você, deu certo. desta vez, quem fez alguém sofrer foi você, logo aquele que não queria ser machucado.

apesar de ter ido, eu nunca vou conseguir mudar o que sinto ou pelo menos te tirar da minha mente. digo, com todas as palavras possíveis, e algumas dessas talvez nem possuam o significado completo de meus pensamentos: nada nunca foi tão importante na minha vida quanto você. o céu era mais azul, as cores mais vibrantes, os aromas mais adocicados. hoje, o mundo se apresenta em degradê de cinza. nada mais tem a mesma importância e a mesma graça de outrora. um simples toque não me faz mas arrepiar como o seu, e sempre que isso acontece, é de você que eu me lembro.

muitos não acreditam que amor é apenas um para a vida toda, acham que esquecer é a coisa mais fácil que existe e que, depois, ama-se com a mesma intensidade outra pessoa que conhecer. para mim é diferente, você foi o primeiro que amei e será o último. os outros "amores" são apenas passageiros, tentativas de encontrar alguém que consiga me fazer sentir a mesma coisa que senti por você. impossível, todos só me fazem lembrar de ti.

e, saiba que, eu ainda te espero, esteja onde estiver...

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' sim, eu ainda sinto ciúmes. eu sei que não deveria e nem cabe a mim sentir, mas é fato, eu sinto. é um tanto esgoísmo de minha parte, mas acaba sendo mais forte que eu. imaginar aquilo que já foi meu nos braços de outra pessoa é simplesmente aterrorizante. saber que as mesmas palavras de amor foram ditas para outro alguém, e que um dia já foram para mim, para me conquistar. imaginar que os mesmos beijos e as mesmas carícias pertencem a outra, que até mesmo hoje tudo é feito comigo, mas que amanhã, quem sabe?! eu não conseguiria te ver junto de outra. o termo "namorada" já me estremece, me faz bambear. por quê? não consigo explicar. será que é um sinal que ainda tenho algum sentimento preso dentro do meu coração? ou será que é por que ainda considero você sendo meu, e apenas meu? eu nunca gostei mesmo de compartilhar nada com ninguém. a idéia de ter que te compartilhar é a pior de todas. saber que poderia ser eu ao estar ao seu lado todas as manhãs ao acordar; que poderia, após um dia cansativo, propor algo para que juntos nos divertíssemos e esquecêssemos dos problemas; que escutaria tudo o que tem a dizer, e que juraria ser sua melhor amiga, pois segredos não existem entre nós; ou até mesmo poderia simplesmente deitar ao seu lado e fazer cafuné até que você dormisse.

mas como sempre, eu não sei o que realmente sinto. e nem sei como saber.

12 outubro 2009

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' não me venha dizer que eu sou tudo o que você quer, que sou tudo o que você ama e precisa. há muito tempo deixei de acreditar nas mentiras que você jura ser verdade só para tentar me convencer. não pense que a vida sem você é impossível, que eu não saberei como respirar ou andar; não pense que eu não sou capaz de te esquecer, por mais que possa doer no final se torna a coisa mais simples a se fazer. eu posso parecer até mesmo uma criança que não consegue seguir em frente sem a ajuda de ninguém por perto, mas muito pelo contrário, isso é apenas uma máscara criada por mim para que todos que alguma vez duvidaram se surpreendam com aquilo que eu realmente posso fazer.
e era dessa forma como você me tratava: alguém frágil que não sabia tomar suas próprias decisões. eu deixei que você fosse me levando, enganado pela pessoa que eu sou na verdade, só para ver até onde você conseguiria chegar. e até que você foi longe o bastante, o bastante para eu saber que não vale nada, que desde o princípio só quis brincar comigo e me fazer de tola. achou que eu seria mais uma daquelas que você já conseguiu fazer de trouxa. pois bem, você estava equivocado. eu posso ver muito bem quais são as suas intenções, o que você desde o começo pretendia. só não esperava que eu fosse mais esperta que você. mas é como dizem, o fetiço vira contra o feiticeiro.
hoje, eu sei que é você quem vai me pedir para voltar, que vai implorar de todas as formas para me ver novamente ao seu lado. mas eu sou muito mais do que você pensa. eu tenho meu orgulho e meus desejos; e a última coisa que eu quero ao meu lado é você. vai aprender, mesmo não querendo, como é que se trata uma mulher: não é com brincadeiras nem mentiras, mas sim com respeito e dignidade. quando você souber lidar com tudo o que lhe falta, quem sabe poderemos tentar ser aquilo que nunca fomos...

17 setembro 2009

mais uma vez...

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' é estranho sentir que preciso escrever mesmo depois desse tempo que se passou, que se contado, é muito pouco, mas se vivido, para mim soa como uma eternidade. os dias se passaram, e tudo parece tão diferente, tão fora do lugar, mas como se nada tivesse se movido realmente. mas as lembranças estão aí e não me deixam imaginar coisas ou fazer com que passem despercebidas. é como acordar de um sonho sem saber ao exato onde você tinha dormido e não reconhece ninguém a sua volta quando acorda, porém, você não se sente perdida e desconfortável; não sabe explicar, apenas se sente segura por saber que deixou tudo para trás e não se lembra em detalhes a vida que tinha. sobram aquelas pequenas lembranças do tempo em que as pessoas que estavam a sua volta a faziam feliz mesmo que elas não se encaixassem na vida que você levava. você sabe que no fundo, algo foi perdido e que não se encontrará mais, ou levará muito tempo para ser encontrado. talvez, o medo não deixe ter tudo de volta. talvez, a vontade de começar do zero. tudo o que realmente se quer é aquele abraço, aquele sorriso novamente; não importa quando, não importa como...

07 agosto 2009

escolhas .

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' ela disse que já estava cansada de tentar, cansada de continuar a procurar uma solução em meio a tudo o que estava dando errado. ela já não sabia mais o que era sorrir ou se sentir feliz, foi-se embora o tempo em que ela vivia bem. ela é agora assombrada pelo seu passado um tanto negro: uma vida de perdição, sexo e drogas nunca faz bem a ninguém.
aos doze, surgia o seu primeiro amor, é sempre aquela coisinha de pré-adolescente? só exisrem olhos para o amado; o coração bate forte semore que ele passa; o resto do mundo é esquecido, não existe mais nada. quem dera que fosse fácil assim, amor platônico é sempre um bicho de sete cabeças.
com o passar do tempo, amadurecem-se os pensamentos. aquele que ela um dia amou, um ano depois já não é mais nada, sequer lembra que ele existe. mas é nessa mesma época em que a paquera começa; olhares não são mais o suficiente, ela começa a namorar. quem?! ela não está nem aí, quer sempre mais e com ele, ela pode de algum jeito conseguir.
os beijos ficaram mais ardentes, as carícias mais íntimas, porém, ela nunca está satisfeita, sempre anseia por mais. de repente, ainda aos treze, não era mais virgem. perdeu toda a sua inocência e o resto da infância que ainda guardava dentro de si. a criança foi deixada para trás e uma nova vida começava. se ela estava pronta? quem sabe, mas as consequências ela ainda desconhecia.
quando ela menos esperava, foi abandonada pelo namorado. segundo ele, não havia sentimento nenhum por ela e o sexo já não rendia mais. após isto, ela nunca mais seria a mesma. descartada com lixo, ela não considerava as suas opções: escolhia a todas.
os garotos de sua idade agora eram homens também, ela transava com aquele que aparecesse em sua frente. nas festas, bêbada, era facilmente levada a qualquer lugar que eles quisessem, ela saciava do modo que eles quisessem a sua vontade.
com o álcool e o sexo vieram as drogas. aos dezessete evoluiu da maconha à cocaína. não mais por prazer, mas pelo vício, ela se prostituía. e cada vez mais que ganhava dinheiro com essa vida fácil, ele se esgotava. sozinha no munco, faltavam coisas básicas de alimentação, saúde e vestimentas.
ela havia se entregado -

ela não sabia o que é o amor, ela não sabia mais

15 julho 2009

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ele a disse: você vai se magoar com fulano, ciclano e beltrano. eu, é claro, não dei ouvidos. como alguém pode chegar pra você e te dizer isso, sem sequer conhecer direito aqueles de quem fala?
ele a disse: ninguém vai te amar como eu amei. amar não é só idolatrar algo, não saber viver sem, querer estar sempre junto pra aliviar a saudade que sente. amar é muito mais que isso; é querer o bem daquele que ama, é saber entender o que passa em sua mente, mesmo que esse não seja o ponto de vista que você tomaria. é mesmo depois de casado ou com outra pessoa em sua vida, quando ver aquela que um dia você amou sentir que não tem arrependimento nenhum, que aquela pessoa foi a que te proporcionou os melhores momentos da vida e se um dia ela precisar de algo, você vai estar prestes a ajudá-la.
ele a disse: ninguém vai te dar prazer como eu. os homens que existem hoje só querem saber de si mesmos. não tentam entender o que a parceira gosta e nem querem saber, pois para eles o suficiente é que eles estjam satisfeitos, é que eles obtenham o seu prazer e a mulher é que se foda, ela só serve para isso mesmo. ou aqueles que tentam te entender, você simplesmente não vai gostar.
ele a disse ainda: ele não te ama. ele não é a pessoa certa para você. você merece muito mais do que isso, que não seja eu, eu não ligo. mas eu quero ver alguém ao seu lado que realmente te dê valor. que saiba olhar pra você e enxergar a mulher maravilhosa que conseguiu, depois de muito esforço, conquistar. você não é daquelas que com uma palavra se ganha no meio de uma boate. você é uma mulher que seleciona o que está a sua altura, e que nunca deve deixar de ser assim.

pra que ela daria ouvidos? pra que ela escutaria aquele que há tão pouco tempo te conhece e fala como se fosse o dono da verdade? será mesmo que ele quer o bem de mim, ela pensa. ou será que ele quer me prender a ele?
ela simplesmente não sabe de mais nada, não sabe o que ela faz da vida, o que quer da vida. mas de uma coisa ela sabe, em alguns pontos, ele acertou em cheio. agora ela só tem medo de que o resto também esteja certo. talvez ela só queira fechar os olhos e não ter que abrí-los novamente.

11 julho 2009

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' O amor vem junto com várias coisas. Sentimentos bons e ruins. Quero dizer, na verdade nenhum sentimento é por completo ruim. Até mesmo a dor, ela avisa que tem algo errado. E o amor, ah, ele é um sentimento intenso quando verdadeiro. Não nos deixa respirar, é como se algo estivesse vivo dentro de nós e que quisesse crescer. Vai ficando mais forte a cada momento em que você está com aquela pessoa.
Quem nunca sentiu borboletas no estômago? Ou quem nunca sentiu o monstro 'ciúme' ficando muito grande dentro de você? Muita gente diz que ciúme é insegurança. Eu acho que é excesso de amor. E implicância também é excesso de amor. Quem implica, ama - fato. Mas como tudo nessa vida, o amor tem seu lado ruim, ele pode ser mal-tratado e, às vezes, deixado de lado. Às vezes, totalmente iludido; em outras, não correspondido.
Mas é por essa e outras coisas que por mais que sejam ruins, não vamos deixar de amar.


O7-11-2OO8

02 julho 2009

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' hoje são só papéis avulsos e amassados jogados por aí. estes papéis guardam tudo aquilo que ela sempre quis expressar, mas que a covardia nunca permitiu. ela sempre teve medo de ferir os sentimentos daquele que a ama, ela tem medo de que com isso possa perdê-lo. é um sentimento de necessidade, como se nada girasse sem ele. ela não sabe mais como seria a sua vida sem estar com ele, ela desaprendeu a viver sozinha, sem ter uma companhia ao seu lado. talvez seja por isso que ainda está ao lado dele. talvez, seja por isso.
mas como dizer tudo que ela desejava? como dizer e ainda por cima fazer com que ele não se vá? essa resposta ela tem procurado incessantemente, mas ainda não a encontrou. por isso, como forma mais prática, ela deixa tudo rolar, deixa sua vida passar sem imaginar que em alguma hora pode chegar a se arrepender. ela mantém tudo parado por causa de uma necessidade tola, coisa que em outro amor, outra pessoa pode ser facilmente substituída.
será que seria mais fácil assim? ou será que seria melhor se ela tentasse outra saída? ela não sabe. ela já tão acostumada à situação, já está acomodada. mudar poderia ser desgastante, principalmente para aqueles que se conformam com o que têm.

ela só queria conseguir dizer "eu não te amo mais".



" Through the door, I hear her crying
Why? I don't know"

30 junho 2009

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' conversas de bar são sempre as mais variadas e onde tudo pode acontecer.

uma delas fala: "já parou para pensar em que você não sabe o que quer?". intimidada pela pergunta, nem consegue responder, mesmo sendo aquela que talvez melhor a conheça, nunca esperaria que pegasse em sua ferida. pára então para analisar o tamanho do buraco que tal questionamento havia deixado dentro de si, e mesmo que não quisesse acreditar, sabia que isto era verdade. simplesmente prefere abaixar a cabeça e fingir que nem tinha prestado atenção, sequer escutado. mas a amiga insiste: "você não vê que não consegue deixar nenhum dos dois? a insistência que te move, você só quer mostrar o que você pode, o que você tem em mãos. acaba se enganando e enganando a quem está com você. um deles, coitado, é só um passatempo pra você; não está realmente nem aí pra ele. o outro você não consegue esquecer de jeito nenhum, e sempre que ele aparece, você esquece de tudo. se você amasse um dos dois, não teria a necessidade de ser infiel."

desnorteada, percebe que ouviu aquilo que sempre soube mas nunca quis dar o braço a torcer. preferia guardar, viver num mundo onde tudo estava sempre muito bem, onde nada poderia dar errado. ela preferia viver de ilusões do que ter que enxergar que o mundo que havia criado para fugir das verdades nunca existiu, só para ela esse mundo conseguia existir. mas a cada segundo que se passava, a dúvida que pairava em seu coração aumentava ainda mais, quase chegava a sugá-la.

ela agora se via sem saída, porque toda a barreira construida com muito esforço para mantê-la inatingível acabara de desmoronar, ela não sabia mais como proceder, não sabia mais como continuar. ela só precisava de um ombro amigo, mas aquele que ela sabia que poderia confiar, pois isso ela não consegueria comentar com ninguém, não seria com qualquer pessoa.

em um deles ela encontra essa pessoa, que solidariamente a recebe de braços abertos disposto a escutá-la e aconselhá-la. "o que você tem? olha para mim, eu só quero ser seu amigo, mas enquanto você não conseguir enxergar isso em mim, eu não poderei fazer mais nada para te ajudar." nessa hora passa um flashback de tudo que já aconteceu dentro de sua mente, ela vê os erros que cometeu e que deve estar magoando aquelas pessoas que a querem bem. instantaneamente, começa a chorar, um choro sem fim, de mágoa e arrependimento por ter prodecido daquela forma por tanto tempo.

"você quer saber o que eu penso? a verdade é que eu nunca sei o que eu quero". ele escuta tais palavras e carinhosamente afaga a sua cabeça e continua a conversar: "acredita que eu sempre soube disso?" sua expressão de sinceridade não podia ser mais verdadeira; "sobre o que você tem dúvidas?". por um momento ela se sente com medo de responder àquela pergunta, tem medo de que as coisas fiquem ainda mais difíceis para ela. mas se lembra de que é ele quem pode ajudá-la naquela hora, somente ele. "eu tenho dúvidas sobre pessoas e o futuro".

como um passe de mágica, ele discursa como ninguém mais. ninguém teria aquelas palavras que fizessem tanto efeito sobre ela, ninguém tocaria sua alma e seu coração como ele. "parte das minhas dúvidas são você" - assume ela. não queria que mais nada ficasse subentendido, queria respostas para tudo que havia deixado guardado há muito tempo. aos poucos e com aquela pessoa ao seu lado, ela ia entendendo tudo o que se passava com ela...

hoje, ela é uma pessoa que tenta acabar com as dúvidas que vai criando, que tenta ser melhor sempre e faz de tudo para que não magoe quem ela ama. ela é aquela que está aprendendo a diferenciar a amizade do amor.

15 junho 2009

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' existem momentos em que você se desliga do cordão umbilical ao qual está preso. surge então, uma nova vida, com novos significados e experiências. o novo mundo é visto por um olhar superficial, mas existem muitas mensagens subliminares para que o mesmo seja entendido em um único lance. aprender a engatinhar é fácil, sempre tem aquela mão que apóia as suas costas quando está prestes a cambalear. difícil sim é aprender a andar sozinho: é perdida a proteção a qual estávamos acostumados. ninguém mais estará lá para nos segurar. começamos a trilhar o caminho com passos lentos e pequenos. cada passo dado traz segurança para o próximo e assim, então, conseguimos nos sentir mais firmes e fortes; deixamos de andar descalços. estamos então protegidos para tudo que vier à frente, ou apenas pensamos que é assim. do nada, começam a surgir os primeiros obstáculos: eles nos surpreendem, nunca vimos tal coisa antes. muitos se desesperam e tentam achar um caminho alternativo. este, na maioria das vezes, é apenas um momento de tranquilidade e calmaria para depois voltar ao ínicio do desvio. os mais confiantes continuam a enfrentar tudo que vier, não deixam se abater por poucas coisas. bem-aventurados são! com honestidade, seguem seu caminho até que não haja mais nada que atrapalhe. a jornada volta a ficar clara como um noite de luar. nada parece ser tão confortável após uma superação, após vermos que somos capazes fazer e obter tudo que desejamos. quando menos esperamos, surge algo: observamos de longe, para não cairmos de cabeça no desconhecido. tentamos chegar cada vez mais perto, mesmo quando a nossa mente diz que pode ser hostil. nosso coração, que não entende a mensagem, se deixa levar por aquilo que presupõe sentir. quando percebemos, fomos fisgados de corpo e alma, antes desconhecido, mas que depois se torna impossível viver sem. a sensação de necessidade aumenta a cada momento. o caminho então parece uma doce travessura, sem leis, sem consequências. a paisagem vai mudando junto com o percurso, ganha cores alegres, vivas e seres mágicos. todos os dias são ensolarados e as noites de explêndido luar e com as estrelas mostrando a direção. muitos deixam o que já tinham colhido pelo caminho pois acreditam que não precisam de mais nada. a nova vida que 'ganharam' não pode ser melhor que qualquer de outrora...