dezesseis de julho de dois mil e nove .
é difícil esquecer o passado, mais difícil ainda é quando ele contém memórias amarguradas sobre alguém. eu nunca tentei tanto abandonar parte da minha vida e fingir que ela nunca existiu. mas quanto mais eu tento, mais nítida é a minha convicção de que isso não irá acontecer.
lembranças muitas vezes é algo bom, gostoso de se ter: quando se lembra da primeira amizade que conseguiu conquistar, daquela festa que se estava louca para ir, da viagem programada para rever os amigos, do primeiro beijo...
mas o mundo das lembranças, no meu caso, geralmente é um lugar hostil. ele sempre me traz de volta tudo aquilo que não preciso recordar, o que me magoa, o que me fere; isto nas melhores horas, as quais estou fabulosamente bem e feliz.
eu não sei se um dia conseguirei apagar da minha mente o dia em que ele me deixou: seu hálito alcoolizado dizendo que eu não o amava do jeito que ele me amava.
eu não entendo o porquê disso até hoje me atormentar.
eu queria esquecer tudo o que aconteceu e poder recomeçar do zero, conhecê-lo na mesma ocasião, mas fazer tudo diferente. ele diz que eu não dei a atenção e o valor que merecia, mas aquela era minha forma de amar, errada, mas era.
como eu não posso modificar o passado, me lanço na vida esperando que tudo entre a gente dê certo e que eu não consiga comprovar o que as más línguas falam. espero realmente não me decepcionar, pois com você está toda a minha fé.
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