07 novembro 2009

just let it go .


' quando algo não está mais suficientemente bom para mim, eu vou deixando de lado, vou fazendo como se aquilo não tivesse mais tanta importância.
existem coisas que são como uma roupa nova: você sente que precisa de uma, mas não sabe como vai conseguir comprar. vai juntando todo o dinheiro que recebe, as moedinhas dos trocos, deixa de comprar coisas mais supérfluas. quando junta tudo, entra na loja com o maior sorriso possível, já sabendo que aquilo vai poder finalmente ser seu. você fica admiriada e extasiada pela nova posse. quer mostrar a todos que você tem aquilo, ponto. sai apenas para as festas mais badaladas, afinal, mesmo querendo mostrar, ainda tem aquele toque de novo e especial. depois, a peça vai ganhando um ar mais casual, passa a usar para aqueles locais mais 'bobinhos', como um passeio no shopping, ida ao supermercado, um encontro com amigos num barzinho perto de casa. quando cai na rotina, tenta-se até costumizar, colocar uns paetês, uns broches, corta, costura, faz de tudo. mas até que não tem mais jeito, você já está saturada daquilo e passa a vestir apenas em casa, não é algo mais apresentável. começa a sentir vergonha em andar com aquilo na rua, não é mais a sua companheira de todas as horas e eventos. aí vem o primeiro furo. lixo.
com algumas amizades acontece o mesmo. o final nunca é igual ao começo, não há aquela expectativa, aquela ânsia por coisas novas e saudáveis. vai ficando desgastado, onde não há mais conversas, fofocas, intimidade, muito menos aquele bem querer de antes. você passa a não mais ligar para saber como a pessoa está, a consideração não é mais a mesma.
aos poucos vão se desligando, a amizade não pertence mais à sua vida, e nem faz sentido dentro dela. às vezes é simplesmente por causa do tempo que isso vai acontecendo. às vezes é por mudança de pensamentos e do jeito de ser. mas o pior de tudo é quando se toma nojo por alguém. a insignificancia e falsidade são demasiadas e não se consegue sequer olhar cara a cara.
na minha vida, já houve pessoas assim, e também já percebi que sempre haverá, não adianta se estamos aqui ou lá na Finlândia. sempre vão existir aquelas que jurávamos que nunca iriam sair da nossa vida, mas que mais cedo ou mais tarde elas vão simplesmente se afastando, como uma onda que quebra na praia e volta ao mar para que venha novamente renovada. são nesses momentos que pessoas que antes eram coadjuvantes do nada viram protagonistas; elas nos apóiam na perda de coisas que deixamos no passado para que essas não mais voltem e te mostram a vida sob novos ângulos nunca experimentados antes.
se essas também vão ser como aquelas que anteriormente partiram, eu não sei. mas o começo, e até mesmo desenrolar de uma nova história é sempre estimulante.

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